





22 novembro, 2006
Domingo, 19 de novembro de 2006: o dia em que conheci Jacarepaguá
Para quem acompanha a Fórmula 1 desde 1990, GP Brasil é sinônimo de Interlagos. Mas eu sou de um tempo em que a disputa desta prova ocorria no circuito de Jacarepaguá, no Rio. Nada mais lógico, então, que - havendo corrida no autódromo e eu estando na cidade - eu fosse lá para, finalmente, conhecer o local.
A expectativa era grande e por vários motivos: a história do local, o próprio passeio turístico esportivo em si, todo o embate que envolve as construções do Pan dentro do circuito, ia ter corida de Stock Car lá, enfim: a oportunidade era imperdível!
Lá fomos, então, de Copacabana para o autódromo.
O trajeto foi super tranqüilo e levamos em torno de 40 minutos, tudo parecia conspirar a favor de uma manhã agradável. Tínhamos um mapa, mas não foi nem preciso usá-lo pois algumas pessoas também estavam indo pra lá e o motorista avisou o momento de descermos.
E aí começou a decepção.
A rua estava esburacada. E-S-B-U-R-A-C-A-D-A! O mato tomava conta dos acostamentos. Isso mesmo: o M-A-T-O! Já fiquei chocada daí. Depois a coisa foi piorando: nem todas as bilheterias funcionavam, na verdade, só havia três e todas, eu disse T-O-D-A-S (!!!) davam preferência aos cambistas. Como assim os cambistas não só não enfrentavam as filas como ainda diziam que nós é que estávamos vendo coisas, que eles não estavam sendo privilegiados e pior: como é que os bilheteiros deixavam o público qüarando no sol com a corrida prestes a começar?
Ruim, né?
Eu também achei, mas me convenci que não a seguir, porque ruim mesmo era o que estava por vir.
Havia dois tipos de ingresso: arquibancada coberta e arquibancada descoberto. Nossa opção, obviamente, foi pela primeira. Beleza, lá fomos nós procurar a entrada.
Alguns buracos, lama e mato adiante encontramos as filas para entrar. Estavam grandes, mas foi rápido. Pena que pra arrumar lugar pra sentar nos melhores lugares vc teria que estar na arquibancada de algum patrocinador das equipes. Legal, né? Quem pagou tinha que se virar em outros setores e isso nos obrigou a ir pra última arquibancada.
Ah, e vocês lembram que o ingresso para arquibancada era pro setor coberto, não lembram? Pois então me expliquem porque o setor era assim:
Minha paciência foi pro espaço.
Felizmente, a corrida foi boa.
Assim como foi bom o longínquo passado de Jacarepaguá.
O local não tem mais a menor, M-E-N-O-R, condição de receber uma prova internacional. Eu entendo todo o apego ao circuito e acho lastimável que se encontre neste estado, mas não haver um banheiro sequer que não seja químico, deixar as arquibancadas ficarem enferrujadas daquele jeito e o mato tomar conta não tem nada a ver com as obras do Pan.
Aquilo ali é descaso total.
Sim, não havia necessidade das obras do Pan serem ali e me garantem que o circuito é ou era usado durante todo o ano. Eu ainda não confirmei essa informação, mas se for verdadeira aí é que a situação me parece ainda mais absurda, porque aí não haveria justificativa mesmo para aquele abandono total.
A menos que eles achem que o público não mereça um tratamento melhor e eu prefiro não acreditar nisso.
Pelo menos, a pista me pareceu bem conservada e fomos lá para ver uma corrida, do contrário, acho que teria me parecido ainda mais deprimente. É vergonhoso tudo o que vi e, por isso, registrei em fotos alguns pontos para compartilhar com vocês:









Para todos aqueles que não acreditam que as mulheres também podem entender de automobilismo.
