





18 janeiro, 2006
Estava a por em dia a minha leitura sobre F1, afinal passei 3 semanas como dondoca no dolce far niente, qdo dei de cara com esta coluna da Folha (confeso que sinto falta de um jornal no qual a sessao de esportes nao se limite a NFL e Baseball).
Vá já para a rua!
Mônaco sem o GP é outra cidade (ou melhor "outro país"?). Não há congestionamentos, não há guardas mal educados em cada esquina, é possível conhecer com calma seus encantos.Na área onde as equipes montam seus boxes, o Principado manteve, nas últimas semanas, uma vila de Natal: barraquinhas de vinho quente e crepe, trenzinho para as crianças brincarem, um carrossel lindo, centenário. A água aquecida da piscina deu lugar ao gelo de um rinque de patinação. Mais em frente, diante do cassino, um coreto repleto de luzes tocava músicas de fim de ano.
Percorrer os 3.340 m do circuito mais charmoso da F-1 é um tentação irresistível para quem gosta do esporte. E a grande brincadeira é ficar lembrando daquele acidente que aconteceu aqui, daquela ultrapassagem que tal piloto fez ali, daquela festa naquele pódio, espaço hoje ocupado por andaimes para a pintura do prédio de onde, dizem, Rainier via a prova com uma cervejinha do lado.Dá até para conhecer a beleza da igrejinha de Sainte Dévote, para visitar as lojinhas na Mirabeau (e, claro, não comprar nada) e para se sentar no La Rascasse, que, nos dias da F-1, transforma-se no bar mais exclusivo do planeta.Mas, principalmente, dá para entender que Mônaco, afinal, é uma cidade. Um lugar sem paralelos, sim. Mas ainda uma cidade, com bancos, farmácias, escolas, restaurantes, bares e hospitais.E a pergunta que fica na cabeça, ao fim do passeio que sempre quis fazer, é: por que a F-1 não faz mais corridas em circuitos de rua?
Montréal e Melbourne são montadas dentro de parques e não são propriamente pistas urbanas. Estão mais para Monza e Imola, que também operam em parques, mas permanentemente, do que para Montecarlo. Puxando pela memória, lembro da australiana Adelaide e de várias nos EUA: Detroit, Phoenix, Las Vegas, Long Beach e Dallas. Só."E a segurança?", argumentaria a FIA. "A última morte em Mônaco foi a do Lorenzo Bandini, em 67, e o último acidente grave, o do Karl Wendlinger, em 94.
E o impacto promocional de uma corrida na rua?", eu responderia.Depois de acertadamente investir em outros mercados e de levar a F-1 a Indianápolis, à China, à Turquia e à Malásia, a F-1 poderia começar a se dedicar, agora, na diversificação dos circuitos.Não dá para fazer um campeonato só com pistas suntuosas "made in Hermann Tilke". Fica monótono, previsível. Carros e pilotos, afinal, precisam mostrar habilidade em diferentes tipos de pisos e traçados, essa é (ou deveria ser) a essência do negócio.
O estranho é que só a F-1 e seu apêndice, a GP2, mostram essa aversão. As F-3 mundo afora vivem correndo em circuitos improvisados, Champ Car idem. Até a IRL se rendeu, e em 2005 disputou uma corrida em São Petersburgo.Mas, se você pensa como eu, desista ou mude de categoria: não há nenhuma indicação de que a FIA incluirá pistas de rua nos próximos calendários. Conformemo-nos com Mônaco, pois. E se um dia você passar pelo Principado, faça o tour, mas vá preparado. A garrafinha de água custa 3 euros.
E voces o que acham? Eu sou louca por Monaco, qdo era menina ainda meus pais me levaram por la e o primeiro q fizeram foi percorrer o circuito (para quem nao sabe o sentido da corrida é inverso ao sentido normal da rua), devemos ter passado umas 10 vezes pelo casino e pela piscina, nao tinha ninguem na rua..era toda nossa.
Gosto sim da ideia, se for de rua o circuito é um pouquinho mais nosso, tem como se identificar mais com cada curva ou hairpin se algum dia tu ja passou por ele
Para todos aqueles que não acreditam que as mulheres também podem entender de automobilismo.
