





09 fevereiro, 2004
Um texto meu...
Warm up
A menos de um mês do início da temporada 2004 da Fórmula 1, a impressão que tenho é de que tem muita gente mais preocupada com o que vai acontecer de 2005 em diante. Motivos para crer nisso não me faltam e cito os dois que considero de maior relevância: a transferência já confirmada de Montoya para a Mclaren e a possível (e muito aguardada por milhares de telespectadores) aposentadoria do Schumacher mais famoso.
A primeira - e até agora única mudança concreta - tem causado grande agito no box da escuderia de Frank Williams. Arrisco dizer até, como acompanhante das corridas de F1 há mais de 20 anos, que a cabeça de alguns pilotos está em muito mais polvorosa. Afinal, é uma oportunidade e tanto numa das três maiores equipes da principal categoria do automobilismo internacional.
Analisando este frisson a quilômetros de distância, a sensação que me dá é de que o posto mais cobiçado da Fórmula 1, este ano, é o de piloto de testes da Williams. Na fila dos desesperados pela vaga está, inclusive, Nelsinho Piquet.
Aliás, para quem acompanha os GPs há tanto tempo chega a ser realmente curioso ver a proliferação de herdeiros de pilotos de outrora nos circuitos mundo afora. Isso já dá um charme a mais na F1.
E é por falar em veteranos que eu chego ao outro assunto de grande especulação: o alemão vai ou não vai encerrar a carreira ao fim de seu atual contrato com a Ferrari?
Em Maranello, aposto, ninguém cogita isso.
Para meu desgosto, se a leitora me permite a sinceridade, Michael só nos livra de sua desagradável presença nas pistas se algum outro piloto realmente se impor ou se o carrinho vermelho que pilota começar a enfrentar problemas.
Do contrário, ele (que já ganhou tudo o que qualquer um outro já conquistou - em números) vai atrás de recordes intransponíveis. E isso, convenhamos, não é a coisa mais difícil de ocorrer hoje em dia.
Para todos aqueles que não acreditam que as mulheres também podem entender de automobilismo.
